Supremo Tribunal Federal

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026



A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO E A GESTÃO DE CONFLITOS



Resumo

Esta pesquisa tem por objeto, a partir do método dedutivo, por meio de pesquisa bibliográfica, desenvolver estudo das tecnologias, em especial, da inteligência artificial (IA) nos Tribunais brasileiros, com a finalidade de melhoria na prestação jurisdicional e não somente pela busca de uma eficiência quantitativa, mas, para efetivação dos princípios constitucionais, tais como, maior acesso à jurisdição e duração razoável do processo dentro do devido processo legal. Levar-se-á em consideração que o uso da inteligência artificial pelo Judiciário é crescente, tendo como grande desafio alinhar-se aos princípios constitucionais e processuais ao utilizá-la para dirimir a alta litigiosidade e o elevado acervo processual brasileiro. Dentro desta contextualização é que se pretende demonstrar a importância de garantir uma prestação judicial efetiva, observando o devido processo constitucional, alinhada às novas tecnologias como um auxílio para melhora da performance do Judiciário, tendo como parâmetro o Estado Democrático de Direito.


SOUZA, Talitha Pedras Figueiredo Campos de Carvalho; FREITAS, Sérgio Henriques Zandona; RIBEIRO, Adriano da Silva. A inteligência artificial no Poder Judiciário brasileiro e a gestão de conflitos. Revista Meritum, Belo Horizonte, v. 17, n. 3, p. 167-183, 2022. DOI: https://doi.org/10.46560/meritum.v17i3.9374.




Análise dos Limites da Liberdade de Expressão no Ambiente Virtual


Resumo

Observa-se o crescimento do uso da internet por pessoas de diferentes idades, criando ambiente diversificado que frequentemente gera atritos entre os direitos fundamentais. O presente artigo busca compreender os limites da liberdade de expressão no ambiente virtual, com os impactos do seu excesso na esfera pessoal dos atingidos, no que tange ao choque com alguns outros princípios constitucionais. Para tanto, são examinados precedentes do Judiciário brasileiro e casos ocorridos em plataformas virtuais, por meio de pesquisa quantitativa e exploratória, com abordagem dedutiva baseada em bibliografia e jurisprudência. Constata-se que a efetividade da liberdade de expressão no Brasil enfrenta desafios, o que levou à regulamentação pela Lei nº 12.965/2014 - Marco Civil da Internet. Os resultados do estudo indicam, ainda, um conflito entre a liberdade de expressão e os direitos da personalidade no meio digital, no sentido de que, conquanto o Marco Civil valorize a liberdade de comunicação e pensamento, deve-se respeitar princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, intimidade, vida privada, honra e proteção de dados. Conclui-se, assim, que a liberdade de expressão é garantida, desde que não viole direitos de terceiros ao promover ódio, violência ou insultos. Destarte, incumbe aos juristas, que desempenham um papel essencial na definição de parâmetros para a aplicação judicial e na orientação dos usuários da internet, construir um caminho dogmático para prevenir conflitos e assegurar o equilíbrio entre a liberdade e a proteção dos direitos individuais.

Palavras-chave: Liberdade de Expressão. Direitos da Personalidade. Marco Civil da Interne. Poder Judiciário Brasileiro.

Abstract

This study aims to understand the limits of freedom of expression in the virtual environment and the impact of its excess on the personal sphere of those affected, particularly regarding conflicts with other constitutional principles. The topic is relevant due to the increasing use of the internet by people of different ages, creating a diverse environment that often leads to clashes between fundamental rights. To this end, Brazilian judicial precedents and cases from virtual platforms are examined through quantitative and exploratory research, using a deductive approach based on bibliography and case law. It is observed that the effectiveness of freedom of expression in Brazil faces challenges, which led to its regulation through Law No. 12.965/2014 – Marco Civil da Internet. The study further indicates a conflict between freedom of expression and personality rights in the digital sphere. While the Marco Civil emphasizes freedom of communication and thought, it is essential to respect constitutional principles such as human dignity, privacy, private life, honor, and data protection. Thus, it is concluded that freedom of expression is guaranteed as long as it does not violate the rights of others by promoting hate, violence, or insults. Therefore, jurists, who play a crucial role in defining judicial application parameters and guiding internet users, must construct a legal framework to prevent conflicts and ensure a balance between freedom and the protection of individual rights.

Keywords: Freedom of Expression. Personality Rights. Marco Civil da Internet. Brazilian Judiciary.



SILVEIRA, Laura Rodrigues Rosa da; RIBEIRO, Adriano da Silva. Análise dos Limites da Liberdade de Expressão no Ambiente Virtual. Revista de Ciências Jurídicas e Empresariais[S. l.], v. 26, n. 1, p. 94–105, 2025. DOI: 10.17921/2448-2129.2025v26n1p94-105. Disponível em: https://revistajuridicas.pgsscogna.com.br/juridicas/article/view/13851. Acesso em: 7 jan. 2026.


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Coordenação






A ciência da probática na prestação jurisdicional


Resumo

A presente resenha resulta da obra Probática: a ciência da representação dos fatos no processo, cujo objetivo é analisar os aspectos da criação do conhecimento no contexto do direito probatório, com vistas à efetiva garantia dos direitos constitucionais. O principal enfoque consiste na apresentação de um modelo procedimental da Probática, capaz de assegurar o pleno desempenho da função jurisdicional, por meio da aplicação de técnicas e métodos adequados para a obtenção de dados juridicamente relevantes.


DA SILVEIRA, Laura Rodrigues Rosa; RIBEIRO, Adriano da Silva. A ciência da probática na prestação jurisdicional . Scientia Iuris[S. l.], v. 29, n. 1, p. 157–160, 2025. DOI: 10.5433/2178-8189.2025v29n1p157-160. Disponível em: https://www.ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/iuris/article/view/52284. Acesso em: 7 jan. 2026.


O controle de convencionalidade das normas que regulam a capacidade eleitoral passiva: uma análise a partir do Pacto de San José da Costa Rica


Resumo

A Convenção Americana sobre Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, de 1969, traz em seu art. 23.2, em caráter exaustivo, as hipóteses de restrições do exercício de direitos políticos: em razão de idade, nacionalidade, residência, idioma, instrução, capacidade civil ou mental e condenação em processo penal. Analisando-se o conjunto de normas de Direito Eleitoral no Brasil que regulam a capacidade eleitoral passiva, percebe-se que há algumas condições de elegibilidade, hipóteses de inelegibilidade e requisitos de registrabilidade que parecem ofender o referido art. 23.2. Assim, sendo o Brasil signatário desse Pacto, comprometido a guiar suas normas e decisões nos moldes do que foi convencionado e do que vem decidindo a Corte Interamericana de Direitos Humanos, questiona-se se existe um controle de convencionalidade adequado, com base no art. 23.2 do Pacto de São José da Costa Rica, realizado sobre as normas de Direito Eleitoral brasileiro relativas à capacidade eleitoral passiva. A hipótese que se pretende demonstrar é que inexiste um controle de convencionalidade adequado das normas brasileiras de Direito Eleitoral perante o Direito Internacional. Espera-se apresentá-la pela constatação de que há normas no Direito Eleitoral brasileiro relativas às condições de elegibilidade, hipóteses de inelegibilidade e requisitos de registrabilidade que ofendem o art. 23.2 do Pacto. Para desenvolver o trabalho, foi utilizada a pesquisa bibliográfica, por meio do método dedutivo, e pesquisa documental nos sítios eletrônicos do TSE, dos TREs e da CIDH.


BAHIA, Ana Lúcia Alves; RIBEIRO, Adriano da Silva. O controle de convencionalidade das normas que regulam a capacidade eleitoral passiva: uma análise a partir do Pacto de San José da Costa Rica. Estudos Eleitorais[S. l.], v. 18, n. 2, 2025. Disponível em: https://revistaeje.tse.jus.br/estudoseleitorais/article/view/341. Acesso em: 7 jan. 2026.