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segunda-feira, 13 de julho de 2026



GT - ACESSO À JUSTIÇA: POLÍTICA JUDICIÁRIA, GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA I

APRESENTAÇÃO

A presente obra reúne os trabalhos científicos apresentados e debatidos no Grupo de Trabalho realizado durante o CONPEDI Internacional de Alicante, na Espanha , importante espaço de reflexão acadêmica e intercâmbio científico que reafirma a vocação do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito – CONPEDI como uma importante entidade de fomento, integração e difusão da pesquisa jurídica brasileira no âmbito nacional e internacional.
[....]
Ludmila Aredes Brandão, Adriano da Silva Ribeiro e Sérgio Henriques Zandona Freitas apresentam o trabalho “A cooperação judiciária e o governo do Judiciário”, no qual investigam a cooperação judiciária como instrumento contemporâneo de governança institucional, racionalização administrativa e fortalecimento da legitimidade democrática da jurisdição.
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Os coordenadores registram seus agradecimentos aos autores que confiaram suas pesquisas a este Grupo de Trabalho, aos pareceristas que contribuíram para a qualidade científica dos debates e ao CONPEDI, cuja atuação tem sido decisiva para o fortalecimento da pós-graduação stricto sensu e para a consolidação da pesquisa jurídica brasileira no cenário nacional e internacional.

Alicante, Espanha, Maio de 2026.

Prof. Dr. José Antonio de Faria Martos

Prof. Dr José Querino Tavares Neto

ISBN:978-65-5274-436-4



A COOPERAÇÃO JUDICIÁRIA E O GOVERNO DO JUDICIÁRIO
JUDICIAL COOPERATION AND THE GOVERNANCE OF THE JUDICIARY
Ludmila Aredes Brandão 1
Adriano da Silva Ribeiro 2
Sérgio Henriques Zandona Freitas 3
Resumo
O presente artigo examina a cooperação judiciária como técnica de governo do Judiciário, a 
partir da transição da legalidade formal para a juridicidade e da centralidade da 
processualidade como critério de legitimidade das decisões públicas no Estado Democrático 
de Direito. Com base em revisão teórico-dogmática, analisa-se o papel institucional dos 
Núcleos de Cooperação Judiciária como setores voltados à coordenação interorgânica e à 
racionalização da atividade jurisdicional. Destaca-se que tais mecanismos não se limitam à 
busca por eficiência, mas reconfiguram a própria forma de exercício da jurisdição, impondo 
novos desafios quanto à preservação das garantias processuais, da independência judicial e da 
legitimidade democrática. Utilizada a pesquisa bibliográfica, por meio do método dedutivo. 
Conclui-se que a cooperação judiciária, quando submetida às exigências da juridicidade, da 
transparência e do controle, pode fortalecer a racionalidade institucional do Judiciário. 
Assim, mais do que um expediente técnico de gestão, a cooperação judiciária revela-se como 
expressão de uma modificação no modo de compreender e exercer a função jurisdicional no 
Estado Democrático de Direito: uma jurisdição cada vez menos solitária e fragmentada, e 
cada vez mais consciente de sua dimensão institucional, procedimental e estruturalmente 
responsável.
Palavras-chave: Cooperação judiciária, Governança judicial, Juridicidade, Processualidade, 
Legitimidade democrática

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